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FEMALE TROUBLE não se trata de R$89.000,00 na conta da Michelle...

O filme Female Trouble, de 1974, escrito, produzido e dirigido por John Waters, está disponível no site do Bertoldo Cultural durante esta semana até domingo, dia 30 de agosto.


Em mais uma experiência de última hora, depois de encontrar o DVD que guardo muito bem na minha bagunça, começo mais uma corrida contra o tempo para #TRANS codificar o filme em arquivo MP4 e iniciar mais um momento de tensão e prazer com algumas ferramentas de streaming.


O DVD trata-se de uma raridade que minha parceira de crime e beleza Nikki Goulart descolou no tempo que ainda conseguíamos enxergar alguma beleza no crime. O mesmo foco que sempre tivemos para evitar o tédio, o mesmo que tem sido um dos remédios para manter a sanidade mental ainda naquele nível de insanidade necessária surgiu por volta das 20h, mas a transmissão, o crime, mesmo, só aconteceu por volta da 1h30 da madrugada.


E o que eu quero trocar aqui com vocês é sobre a minha dúvida que pintou minutos depois de iniciar a transmissão. Eu assisti o filme há vinte anos atrás, e minha memória é uma pen drive de 8gb... Será que eu deveria estar exibindo este filme no site do Bertoldo? Será que eu não vou me arrepender numa fogueira virtual, que agora chamam de "cancelamento"? Logo em seguida ouço urros de prazer vindo do meu celular... É a Divine interpretando a adolescente fugitiva Dawn Davenport numa cena de abuso sexual que ela - a personagem Dawn - não dá importância. Não bastando, o abusador, mais escroto impossível, é ela mesma, a Divine! Depois de 18 anos trabalhando como professor de Teatro para crianças eu ainda tenho receio de escrever publicamente um palavrão... Mas naquele momento eu lembrei daquele trecho da música Holiday, da Madonna: It would be, it would be so nice. Mas me it would be bonito...


Não é a Madonna... É Edith Massey.

É claro que a dúvida logo passou e eu já queria estar exibindo o filme no drive-in de um estacionamento com toda a tradicional família de bem, a sacrossanta família heterossexual e as boas moças e senhores bem sucedidos que desejam o melhor para todos, desde que sejam decentes. E que na primeira oportunidade deliciam-se com o cheiro da fritura de carne humana em uma cadeira elétrica.


John Waters e seus Dreamlanders, com toda a devoção pela depravação e pelo lixo, conseguem nos convencer mais uma vez que uma pele carcomida por ácido pode ser muito mais interessante e bela do que mais um rostinho bonito...


Dreamlanders no microestudio da Dreamland Productions.

“Desde que o personagem se transforma de adolescente delinquente em assaltante, prostituta, mãe solteira, abusador de crianças, modelo, animador de boate, assassina e prisioneiro, eu senti que finalmente Divine tinha um papel no qual ela poderia cravar seus dentes.”

John Waters.

#bertoldocultural #jeffie #jeffielopes #nikkigoulart #johnwaters #divine #femaletrouble #cinema #cinemacult #dreamlanders e essa estranha mania de ter fé na vida...

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